I) Experiência de Aprendizagem Colaborativa [EAC]
1) A Natureza e o Nome da Coisa
2) Os Participantes
3) Os Objetivos
4) Os Resultados Esperados
I) Experiência de
Aprendizagem Colaborativa [EAC]
1) A Natureza e o Nome da Coisa
O que vamos procurar fazer neste espaço virtual, durante os próximos dias, é trocar idéias e experiências. Compartilhar talvez seja um termo melhor, porque, quando se trata de idéias e experiências, não privo quem me dá daquilo que recebo, nem fico sem o que dou.
A gente poderia chamar o que vamos fazer de "curso", "treinamento", ou "capacitação" a distância.
Os termos "curso" e "treinamento", porém, dão a impressão de que haverá um professor ou instrutor e vários alunos, e que o processo não será "de duas mãos", como no caso de troca ou compartilhamento de idéias e experiências, mas, sim, de "mão única". Essa impressão não é compatível com o que vamos procurar fazer aqui - nem, naturalmente, com os princípios do programa "Sua Escola a 2000 por Hora".
"Capacitação" talvez seja ainda um termo ainda pior, se tomado literalmente, porque parece sugerir que, no processo, alguns estão (em algum sentido) incapacitados e outros vão capacitá-los. Essa sugestão certamente não cabe aqui, porque não é disso que se trata.
"Experiência de aprendizagem colaborativa" talvez seja a melhor expressão, apesar de meio longa. Não resta dúvida de que estaremos tendo uma experiência durante esse período. Que a experiência seja de aprendizagem depende apenas de cada um de nós, individualmente. Que essa aprendizagem seja colaborativa depende de todos nós, como grupo - de nossa atitude uns para com os outros e de nossa atitude para com aquilo que acreditamos já saber (ou saber fazer).
A experiência será virtual (no sentido de "ausencial", não, de modo algum, no sentido de "irreal") e mediada pela tecnologia.
Vão estar participando deste exercício mobilizadores do Canal Futura, equipe da FRM, consultores do Programa "Sua Escola", e a equipe de coordenação da parceria IAS-Futura (Adriana Martinelli, coordenadora, e Adriana Portella e Maria Isabel Guimarães, articuladoras).
Esta experiência de aprendizagem colaborativa foi planejada para que todos possamos falar uma linguagem comum.
A programação desta experiência de aprendizagem colaborativa foi feita em reuniões da equipe de coordenação do programa com os consultores.
A redação dos materiais (esta Comunicação Inicial, o Programa Detalhado, a Apresentação do Programa, as Questões Desafiadoras, etc.) é de minha responsabilidade (Eduardo Chaves), mas contou sempre com a colaboração dos demais responsáveis pela programação. Os demais textos indicados para leitura são de inteira responsabilidade de seus autores.
Quais serão nossos objetivos durante os próximos dias?
O objetivo principal será o nosso aperfeiçoamento.
Sem "forçar demais a barra", poderíamos dizer que esse objetivo geral se desdobra em objetivos mais específicos:
Aperfeiçoarmo-nos no ser
Aperfeiçoarmo-nos no conviver
Aperfeiçoarmo-nos no fazer
Aperfeiçoarmo-nos aprender
Isso é: aperfeiçoarmo-nos como pessoas, tanto no plano individual como no plano de nossa convivência como grupo, como equipe; aperfeiçoarmo-nos como profissionais que têm uma tarefa importantíssima a executar; e aperfeiçoarmo-nos como aprendentes permanentes que estão dispostos a explorar formas de aprendizagem colaborativa com as quais podemos não estar inteiramente familiarizados e não nos sentir totalmente à vontade.
Mesmo esses últimos objetivos, mais específicos, modelados que estão pelos Quatro Pilares, ainda não são suficientemente específicos. Assim, adiante, objetivos ainda mais específicos serão definidos.
O resultado global desse nosso esforço de aperfeiçoamento individual e coletivo deverá se traduzir em vários resultados bastante objetivos:
alguns não muito tangíveis, embora claramente perceptíveis a longo prazo (competências, habilidades, conhecimentos, emoções, atitudes, motivação, etc.);
outros bastante tangíveis (como, por exemplo, um plano de ação detalhado para a parceria Futura - IAS).
No plano dos resultados não tangíveis, espera-se (como ficará evidente adiante) que os participantes nesta experiência:
aperfeiçoem seu entendimento dos objetivos, dos princípios norteadores e da estratégia de ação do Instituto Ayrton Senna e do Sua Escola;
tenham clareza sobre as competências e habilidades que serão necessárias para ajudar as escolas a traduzir os princípios do programa em prática pedagógica concreta;
encontrem formas de identificar as ações das escolas que promovem os princípios do Sua Escola e de registrar e sistematizar essas ações.
No plano dos resultados tangíveis, espera-se que os participantes nesta experiência:
formulem um plano coletivo de ação, para poder expandir a ação dos mobilizadores para um número maior de escolas a partir do 2º semestre.
Esta experiência estará acontecendo no site AulaNet na Fundação Roberto Marinho: http://aulanet.frm.org.br/
No entanto, haverá um site alternativo (http://www.escola2000.net/futura/), em que estarão disponíveis todos os materiais indicados para leitura e que deverão subsidiar a discussão.
A metodologia de trabalho a ser usada neste nosso trabalho envolve:
Leitura de textos que serão distribuídos, conforme o Programa Detalhado desta experiência. O primeiro texto é a Apresentação do Programa.
Discussão dos textos lidos entre os participantes, através de uma Lista de Discussão (pse-iasfutura@yahoogroups.com)
Realização de três "chats", de no máximo uma hora cada, para "sintonizar" os ponteiros.
Submissão, por parte de cada participante, de trabalhos que resumam sua visão de cada um dos princípios pedagógicos do programa, em que comentem sua opinião dos materiais usados e em que façam sugestões.
Avaliação da experiência por todos os participantes.
As mensagens que trocaremos serão, certamente, o núcleo forte dessa nossa experiência de aprendizagem colaborativa. O log dos chats será preservado. E as contribuições que cada um dará, através da submissão de pequenos (ou não tão pequenos!) trabalhos, também ficarão no site. Desta forma estaremos preservando a memória de nossas interações.
Esta experiência de aprendizagem colaborativa, não sendo um curso, e não tendo um professor ou instrutor, não desembocará, naturalmente, em notas ou conceitos, mas o desempenho de todos os participantes (sem exceção) estará sendo observado e analisado por todos, o tempo todo, para que aperfeiçoemos a nossa forma de trabalho.
Bom, esta foi a "comunicação inicial".
Eduardo Chaves
26 de abril de 2002
Este é um documento oficial do Instituto Ayrton Senna. Os conceitos e informações nele contidos refletem o pensamento do Instituto Ayrton Senna e seu objetivo é divulgar propostas, teorias, idéias e diretrizes que possam contribuir para o aperfeiçoamento e a disseminação do trabalho social e educativo. A reprodução integral deste documento para fins de publicação, sob qualquer forma e por quaisquer meios, requer autorização por escrito do Instituto. Permite-se a reprodução parcial dos textos a pessoas e entidades sem fins lucrativos, desde que seja indicada explicitamente a sua fonte.